A Simplicidade do Natal

Fonte: Pixabay

O tempo do Natal sempre me encanta. Não pelos belos enfeites ou pelas decorações incrementadas que, cada vez mais, fazem parte da nossa vida. Mas, pelo fato de recordar que, tudo isso, nasceu da forma mais simples que se possa imaginar. Em um local que não continha brilho, glamour, fartura: a Estrebaria!

Naquele espaço livre de todo tipo de pretensão por luxo, dinheiro ou status, a Sagrada Família inicia uma jornada de inspiração para nós, Cristãos. O que mais importava para eles, ali, era simplesmente serem presenteados pela presença Divina, por meio do Verbo Encarnado. Jesus, por ser Rei, aos olhos humanos deveria ter um estereótipo de soberania, mas Ele nos mostra a beleza da simplicidade.

Os Reis Magos, ao se aproximarem da manjedoura, presentearam Jesus não apenas com objetos ou bens daquela época, que possuíam significado. Mas, eles se apresentaram com o seu coração repleto de alegria e com as esperanças renovadas por um novo tempo que se iniciava com o nascimento do Filho de Deus! Eis, então, a tradição da entrega de presentes que, com o passar do tempo, perdeu o significado para algo mais capitalista, grandioso e, muitas vezes, competitivo.

Ao ler um livro idealizado por duas pessoas que admiro, um dos textos me chamou atenção sobre este assunto. O Prof. Mario Sérgio Cortella, que nos leva a refletir sobre Filosofia de maneira simples, mas profunda, uniu-se ao cartunista Maurício de Souza, que fez parte da minha infância nas histórias em quadrinho da Turma da Mônica. Um com seus pensamentos filosóficos e outro com suas ilustrações criativas, escreveram “Vamos pensar um pouco? Lições ilustradas com a Turma da Mónica”. Comprei para minha filha, mas, confesso, eu li primeiro que ela! Rsssss

No texto “Presente!”, o Professor Cortella reflete sobre o fato de presentear pessoas em datas festivas: “Houve uma época em que se fazia isso com muito mais facilidade. As lembranças eram mais simples, os presentes eram menos sofisticados e a intenção era, de fato, marcar presença com algo que apenas indicasse o nosso afeto”.

Dessa forma, desejo sim, que nosso Natal sejam recheado de presentes. Mas, principalmente, o presente da PRESENÇA das pessoas que amamos, e da PRESENÇA de Deus em nosso coração. Claro, as lembrancinhas fazem parte de nossa cultura e materializam o sentimento que temos pelas pessoas. Espero que essa materialização seja, realmente, uma forma de abençoar as pessoas com a nossa presença e, consequentemente, sermos abençoados com a presença delas!

Um Santo e Abençoado Natal!

Danillo Saes!

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